Etiquetas VOID para Eletrônicos: Proteção contra Violação

Etiquetas VOID para eletrônicos: como proteger equipamentos contra violação sem elevar custos

Etiquetas VOID para eletrônicos: como proteger equipamentos contra violação sem elevar custos

As etiquetas VOID oferecem aos fabricantes uma forma objetiva de identificar tentativas de abertura, remoção ou manipulação de equipamentos eletrônicos sem depender de mecanismos complexos de controle. Quando corretamente especificadas, elas funcionam como evidência visual de intervenção e podem integrar processos de rastreabilidade, assistência técnica, autenticação e gestão de garantia.

Para fabricantes de equipamentos eletrônicos, o desafio não está apenas em impedir acessos. Em muitos casos, é necessário identificar rapidamente se determinado gabinete, componente ou compartimento foi aberto depois de sair da fábrica.

Essa necessidade aparece em equipamentos industriais, instrumentos eletrônicos, dispositivos de automação, fontes, controladores, módulos de comunicação e diversos produtos que possuem componentes internos sensíveis.

As etiquetas VOID para eletrônicos podem criar uma camada adicional de controle sem exigir alterações estruturais significativas no produto. O resultado depende, entretanto, da escolha do material, adesivo, dimensão, superfície de aplicação, personalização e posicionamento do lacre.

É justamente nessa especificação que fabricantes podem equilibrar segurança patrimonial e custo, evitando tanto soluções insuficientes quanto sistemas excessivamente complexos para o risco que precisam controlar.

Como as etiquetas VOID evidenciam a violação?

Etiquetas VOID são desenvolvidas para deixar uma evidência visual quando ocorre uma tentativa de remoção. Dependendo da configuração do material, a abertura pode revelar uma mensagem ou padrão na superfície ou provocar alteração no próprio lacre, permitindo identificar rapidamente que aquele ponto do equipamento foi manipulado.

A diferença em relação a uma etiqueta convencional está justamente no comportamento durante a tentativa de retirada.

Uma etiqueta comum pode cumprir funções de identificação, comunicação visual e rastreabilidade. Entretanto, se puder ser removida e posteriormente reposicionada sem sinais perceptíveis, sua capacidade de atuar como indicador de violação é limitada.

O conceito VOID busca tornar essa intervenção perceptível.

O lacre não precisa impedir fisicamente a abertura

Um ponto importante é diferenciar evidência de violação de bloqueio mecânico.

O objetivo de um lacre VOID não é necessariamente tornar impossível abrir um equipamento. Sua função é criar uma evidência de que houve tentativa de remoção ou acesso ao ponto protegido.

Essa característica pode ser útil para fabricantes que precisam responder perguntas como:

  • o gabinete foi aberto depois de sair da fábrica?
  • houve acesso a determinado compartimento?
  • o lacre original continua íntegro?
  • um componente protegido pode ter sido manipulado?
  • o equipamento chegou à assistência com sinais de intervenção?
  • a identificação original permanece no local?

Essa informação visual pode tornar a triagem inicial mais eficiente.

O que significa o efeito VOID?

O termo está associado à evidência deixada após a tentativa de remoção do material.

Dependendo da tecnologia utilizada, podem existir diferentes comportamentos. A mensagem ou padrão de segurança pode permanecer no substrato, aparecer no próprio material removido ou ocorrer uma combinação de efeitos.

Por isso, não é adequado tratar todas as etiquetas VOID como produtos idênticos.

A configuração deve considerar a superfície, o resultado visual desejado e a finalidade da identificação.

Dica Técnica: antes de definir um lacre para toda a linha de produtos, faça testes na superfície real do equipamento. Pintura, textura, material do gabinete, curvatura e energia superficial podem alterar significativamente o comportamento da adesão.

Por que isso é relevante para eletrônicos?

Equipamentos eletrônicos frequentemente utilizam gabinetes compostos por partes removíveis, tampas de acesso, conectores, compartimentos e módulos substituíveis.

Dependendo do projeto, determinados pontos podem ser utilizados para acesso aos componentes internos.

A aplicação de etiquetas de segurança VOID nesses locais permite criar um indicador visual de intervenção sem necessariamente alterar o desenho estrutural do equipamento.

Isso torna a solução particularmente interessante quando o fabricante busca adicionar controle à etapa pós-venda mantendo a simplicidade do produto.

Onde aplicar etiquetas VOID em equipamentos eletrônicos?

As etiquetas VOID devem ser posicionadas nos pontos em que uma tentativa de acesso ou substituição precisa deixar evidência. Tampas, junções de gabinete, compartimentos internos, parafusos estratégicos, módulos removíveis e áreas de acesso técnico podem receber lacres, desde que superfície e posicionamento favoreçam adesão e inspeção visual.

O posicionamento é tão importante quanto a escolha do material.

Aplicar um lacre em uma região que não precisa ser manipulada para abrir o equipamento pode criar apenas uma sensação de proteção. Quem acessa o interior pode simplesmente utilizar outro caminho.

Antes da aplicação, portanto, é recomendável observar como o produto é desmontado.

Junções entre partes do gabinete

Uma das aplicações mais diretas ocorre na união entre duas partes removíveis.

Quando a etiqueta atravessa essa junção, a separação das partes pode exigir sua remoção ou ruptura, dependendo da configuração escolhida.

Esse posicionamento pode ser utilizado em:

  • gabinetes metálicos;
  • carcaças plásticas;
  • tampas de acesso;
  • módulos eletrônicos;
  • fontes;
  • controladores;
  • instrumentos;
  • equipamentos de automação.

Pontos de acesso técnico

Nem todo equipamento precisa receber lacres em todas as junções.

Em muitos casos, existe um ou dois pontos pelos quais a manutenção consegue acessar componentes críticos. Identificar esses pontos permite reduzir a quantidade de lacres sem perder a função de evidência.

Essa análise é importante para o objetivo do artigo: proteger contra violação sem aumentar desnecessariamente os custos.

Em vez de aumentar indiscriminadamente o número de etiquetas por equipamento, o fabricante pode concentrar o controle nos acessos relevantes.

Parafusos e elementos de abertura

Dependendo da geometria do produto, o lacre também pode ser posicionado de maneira que a remoção de determinado elemento exija interferência na etiqueta.

A viabilidade dessa estratégia depende de:

  • dimensão disponível;
  • tipo de superfície;
  • geometria do parafuso ou tampa;
  • necessidade de manutenção futura;
  • visibilidade do lacre;
  • possibilidade de abrasão durante o uso.

O objetivo deve ser tornar a inspeção simples. Um profissional precisa conseguir observar o equipamento e identificar rapidamente se o indicador permanece íntegro.

Etiquetas VOID aplicadas em equipamentos eletrônicos industriais

Quais tipos de etiquetas VOID podem ser utilizados?

A configuração adequada depende do efeito de segurança esperado, da superfície e das condições de utilização. Existem materiais que transferem uma mensagem para o substrato, soluções que revelam a violação no próprio filme e configurações personalizadas que combinam evidência de abertura com identificação, numeração e elementos de rastreabilidade.

Essa diferença é importante porque o termo VOID descreve uma função de segurança, mas não determina sozinho como o material deverá reagir.

VOID com transferência de evidência

Em determinadas configurações, a tentativa de remoção faz com que parte da mensagem ou padrão seja transferida para a superfície.

O resultado cria uma evidência visual no ponto onde o lacre estava aplicado.

Essa solução pode ser interessante quando o fabricante deseja que o próprio equipamento apresente sinais de que o identificador foi retirado.

Antes da utilização em escala, entretanto, é importante validar o comportamento na superfície específica do produto.

VOID sem transferência para a superfície

Existem também configurações em que a evidência aparece predominantemente no próprio material após sua remoção, reduzindo ou evitando a transferência do padrão para o substrato.

Essa característica pode ser relevante quando a preservação visual da superfície possui importância para o produto.

A decisão entre diferentes comportamentos deve considerar:

  • tipo de gabinete;
  • acabamento superficial;
  • necessidade de limpeza após intervenção;
  • forma de inspeção;
  • aparência desejada;
  • processo de assistência técnica;
  • nível de evidência necessário.

Etiquetas VOID personalizadas podem acumular funções

Um caminho para controlar custos é aproveitar a mesma etiqueta para mais de uma finalidade.

Além da evidência de violação, uma solução personalizada pode incorporar elementos como:

  • logotipo;
  • nome do fabricante;
  • mensagem de segurança;
  • número sequencial;
  • código interno;
  • código de barras;
  • QR Code;
  • identificação do lote;
  • elementos gráficos específicos.

Nesse cenário, as etiquetas VOID deixam de atuar somente como lacres e passam a integrar o sistema de identificação do equipamento.

Essa consolidação pode reduzir a necessidade de utilizar múltiplos identificadores para segurança, autenticação e rastreabilidade.

A personalização também facilita a criação de um padrão visual próprio do fabricante, dificultando a substituição casual do lacre original por uma etiqueta genérica visualmente semelhante.

Dica Técnica: ao definir o layout, não preencha toda a área disponível com informações. A função de evidenciar violação deve continuar visualmente clara. Numeração e códigos precisam complementar o lacre, e não dificultar a inspeção.

Como integrar segurança, autenticação e rastreabilidade?

A integração ocorre quando o lacre deixa de indicar apenas abertura e passa a carregar uma identidade vinculada ao equipamento. Numeração sequencial, códigos internos ou identificadores digitais permitem relacionar a etiqueta a registros de produção, expedição ou assistência, criando uma camada adicional de rastreabilidade.

Um lacre sem identificação individual consegue mostrar que houve intervenção. Porém, quando o fabricante adiciona um código único, passa a ser possível relacionar aquele elemento físico a um registro específico.

Essa mudança amplia a utilidade operacional das etiquetas VOID.

Numeração sequencial

Uma sequência exclusiva permite diferenciar etiquetas visualmente semelhantes.

O número pode ser associado internamente a informações como:

  • equipamento correspondente;
  • número de série;
  • lote de produção;
  • data de fabricação;
  • ordem de produção;
  • expedição;
  • histórico de assistência.

Não é necessário imprimir todos esses dados fisicamente. A etiqueta pode carregar apenas o identificador necessário para localizar o registro correspondente.

QR Code como ponte para dados digitais

Quando existe infraestrutura para consulta digital, um QR Code pode ampliar a quantidade de informações acessíveis sem ocupar grande área física.

O código pode direcionar para uma página, registro ou processo definido pelo fabricante.

É importante, porém, separar duas funções.

O QR Code fornece acesso à informação; o comportamento VOID fornece evidência física de intervenção.

Combinar os dois recursos pode criar uma identificação mais funcional, mas um não substitui automaticamente o outro.

Autenticação visual da etiqueta original

A personalização também pode auxiliar equipes internas e assistências a reconhecer o identificador aplicado originalmente pelo fabricante.

Elementos como identidade visual, dimensões específicas, textos, sequência numérica e combinação gráfica tornam o lacre menos genérico.

Para aplicações que exigem esse nível de personalização, as etiquetas personalizadas podem incorporar informações e características visuais alinhadas ao projeto do equipamento.

A lógica é criar um sistema no qual segurança patrimonial, identificação e rastreabilidade utilizem o mesmo elemento físico sempre que isso fizer sentido operacional.

Rastreabilidade também reduz dúvidas na assistência

Quando um equipamento retorna para análise, a equipe pode encontrar diferentes situações:

  • lacre original íntegro;
  • lacre com evidência de remoção;
  • ausência do identificador;
  • numeração divergente do registro;
  • etiqueta substituída;
  • identificador danificado pelo uso.

Esses sinais não explicam sozinhos o que aconteceu com o produto, mas fornecem informações adicionais para a triagem.

Quanto mais simples for a conferência, menor tende a ser o tempo gasto para localizar registros e entender o histórico daquele equipamento.

Dica Técnica: se utilizar numeração individual, registre a relação entre o código do lacre e o número de série do equipamento já na etapa de produção. Criar essa associação depois que o produto está em campo reduz a eficiência da rastreabilidade.

Como reduzir custos relacionados à violação?

Reduzir custos relacionados à violação exige concentrar o controle nos pontos de acesso realmente relevantes, combinar segurança e identificação na mesma etiqueta e facilitar a triagem dos equipamentos. Dessa forma, o fabricante evita excesso de lacres e reduz o tempo necessário para verificar sinais de manipulação.

O custo de proteção de um equipamento eletrônico não deve ser analisado apenas pelo preço unitário da etiqueta. A avaliação precisa considerar o processo completo: aplicação na produção, controle dos códigos, inspeção, assistência técnica e eventual substituição do lacre.

Quando o sistema é mal planejado, uma solução aparentemente barata pode gerar tarefas manuais desnecessárias. Por outro lado, utilizar vários elementos de segurança onde apenas um ponto estratégico seria suficiente também aumenta custos sem necessariamente melhorar o controle.

Proteja o ponto de acesso, não toda a superfície

O primeiro passo para otimizar a aplicação das etiquetas VOID é entender como o equipamento pode ser aberto.

Imagine um gabinete eletrônico fixado por seis parafusos. Aplicar seis lacres pode parecer a alternativa mais segura, mas essa configuração não será necessariamente necessária se a abertura do gabinete puder ser evidenciada com um ou dois lacres posicionados estrategicamente.

O fabricante deve analisar:

  • quais partes precisam ser removidas para acessar os componentes internos;
  • qual é a sequência normal de desmontagem;
  • quais pontos oferecem superfície adequada para adesão;
  • onde o lacre permanecerá visível;
  • quais acessos são utilizados pela assistência técnica;
  • quais áreas sofrem maior abrasão durante o uso.

Essa análise ajuda a definir a quantidade mínima necessária de identificadores sem eliminar a função de evidência.

Concentre funções em uma única etiqueta

Outro caminho para controlar custos é evitar a multiplicação de identificadores quando uma única solução pode desempenhar diferentes funções.

Uma etiqueta VOID personalizada pode, dependendo do projeto, combinar:

  • evidência de tentativa de remoção;
  • identificação do fabricante;
  • número sequencial;
  • código interno;
  • QR Code;
  • mensagem de segurança;
  • identificação do lote;
  • elementos visuais da marca.

Isso pode substituir uma configuração na qual o fabricante aplica separadamente um lacre de segurança, uma etiqueta de rastreabilidade e outro identificador visual.

A consolidação precisa ser planejada para não comprometer a leitura. O objetivo não é colocar o máximo possível de informações em uma pequena área, mas reunir funções compatíveis.

Considere o tempo gasto na assistência técnica

Quando um equipamento retorna para avaliação, descobrir se houve intervenção pode consumir tempo.

Sem um indicador visual, a equipe pode precisar examinar parafusos, encaixes, marcas na carcaça e outros sinais antes mesmo de iniciar a análise técnica.

Um sistema de etiquetas VOID bem posicionado acrescenta uma informação objetiva à triagem: o estado físico do lacre.

Isso não determina sozinho a causa de uma falha e não substitui o diagnóstico técnico, mas pode ajudar a organizar o processo de avaliação.

Dica Técnica: ao calcular o custo do lacre, considere também o tempo necessário para aplicar, registrar e posteriormente verificar a etiqueta. Uma solução simples de administrar pode ser mais eficiente do que um sistema barato que exige controles manuais complexos.

Como especificar etiquetas VOID para eletrônicos?

A especificação deve considerar o material do gabinete, acabamento superficial, temperatura, dimensão disponível, exposição ambiental, efeito VOID desejado e necessidade de personalização. Também é importante testar a solução diretamente no equipamento, porque diferentes plásticos, pinturas e superfícies metálicas podem apresentar comportamentos de adesão distintos.

Escolher uma etiqueta apenas pela aparência ou dimensão pode gerar problemas depois que o produto entra em produção.

A superfície é parte do sistema adesivo. Por isso, duas carcaças aparentemente semelhantes podem apresentar resultados diferentes.

1. Identifique o material da superfície

O primeiro levantamento deve registrar exatamente onde o lacre será aplicado.

Entre as possibilidades estão:

  • metal pintado;
  • metal com acabamento superficial;
  • plásticos;
  • superfícies lisas;
  • superfícies texturizadas;
  • regiões planas;
  • áreas com pequena curvatura.

Esse ponto merece atenção porque a adesão depende da interação entre adesivo e substrato.

A ciência da adesão envolve fatores como energia superficial, preparação do substrato, pressão de aplicação e condições ambientais. A 3M apresenta fundamentos técnicos sobre a ciência da adesão e a interação entre adesivos e superfícies, conceitos úteis para compreender por que o mesmo material pode apresentar desempenhos diferentes em substratos distintos.

2. Analise temperatura e condições de uso

Equipamentos eletrônicos podem produzir calor durante a operação. A temperatura da superfície onde o lacre será aplicado pode ser diferente da temperatura ambiente.

Além disso, o produto pode passar por:

  • armazenamento;
  • transporte;
  • variações térmicas;
  • umidade;
  • poeira;
  • limpeza;
  • contato frequente das mãos;
  • atrito com embalagens ou outros equipamentos.

A especificação deve considerar essas condições durante o período em que o lacre precisa permanecer funcional.

3. Determine qual evidência deve aparecer

Antes de escolher o material, o fabricante precisa definir o que espera encontrar após uma tentativa de remoção.

É possível buscar uma configuração que deixe evidência no substrato ou uma solução na qual o efeito seja percebido principalmente na própria etiqueta.

A escolha depende do processo de inspeção e da importância de preservar a superfície após uma intervenção.

4. Defina o tamanho de acordo com a área real

Uma etiqueta grande demais pode ultrapassar áreas planas e alcançar curvas, relevos ou frestas. Uma etiqueta pequena demais pode dificultar a visualização e limitar a quantidade de informações disponíveis.

Por isso, o dimensionamento deve considerar:

  • área útil de aplicação;
  • tamanho dos textos;
  • presença de logotipo;
  • numeração sequencial;
  • necessidade de código de barras;
  • QR Code, quando utilizado;
  • distância de inspeção;
  • geometria do gabinete.

5. Faça testes antes da produção em escala

A validação no produto real é uma das etapas mais importantes.

Uma amostra permite observar aspectos que podem passar despercebidos no desenho técnico, como textura, pequenas curvaturas, posição desconfortável para aplicação ou interferência com outras peças.

O teste pode verificar:

  • facilidade de aplicação;
  • adesão inicial;
  • posicionamento;
  • legibilidade;
  • comportamento na tentativa de remoção;
  • visibilidade da evidência VOID;
  • leitura de códigos;
  • compatibilidade visual com o equipamento.

Dica Técnica: documente o teste com fotografias e registre o material e acabamento da superfície. Isso cria uma referência para compras futuras e evita que alterações no gabinete passem despercebidas na especificação do lacre.

Aplicação de etiquetas VOID em eletrônicos industriais

Como padronizar a identificação de segurança?

A padronização deve definir quais equipamentos recebem lacres, onde eles são aplicados, quais informações carregam e como seus códigos são registrados. Um padrão reduz variações entre linhas de produção, facilita a inspeção visual e permite ampliar o uso das etiquetas sem criar processos diferentes para cada modelo.

À medida que uma empresa amplia seu portfólio, existe o risco de cada equipamento desenvolver uma estratégia própria de identificação.

Um modelo utiliza lacre retangular, outro recebe uma etiqueta menor, um terceiro possui numeração e um quarto utiliza apenas o logotipo.

Algumas diferenças são justificadas pela geometria do produto. Outras surgem simplesmente porque não existe uma especificação central.

Crie categorias de aplicação

Uma alternativa é dividir os produtos conforme a necessidade de controle.

Por exemplo:

  • Categoria A: equipamentos com um único acesso relevante;
  • Categoria B: equipamentos com dois pontos independentes de acesso;
  • Categoria C: módulos ou componentes removíveis que precisam de controle individual;
  • Categoria D: equipamentos que exigem rastreabilidade individual do lacre.

A partir dessas categorias, torna-se mais fácil definir tamanhos, layouts e métodos de controle reutilizáveis.

Padronize o posicionamento

A instrução de aplicação precisa ser objetiva.

Em vez de orientar apenas “aplicar o lacre na tampa”, o processo pode determinar uma referência visual ou posição específica.

Essa padronização melhora a aparência dos equipamentos e reduz diferenças entre unidades produzidas por operadores distintos.

Controle a numeração desde a produção

Quando as etiquetas VOID possuem identificação individual, o código deve entrar no fluxo de dados no momento da aplicação.

Dependendo da estrutura da empresa, podem ser registrados:

  • código da etiqueta;
  • número de série do equipamento;
  • lote;
  • data de aplicação;
  • modelo do produto;
  • ordem de produção.

O nível de detalhamento deve acompanhar a utilidade dessas informações. Registrar dados que nunca serão consultados apenas aumenta trabalho administrativo.

Planeje também a substituição autorizada

Equipamentos eletrônicos podem precisar ser abertos por uma assistência técnica ou equipe autorizada. Nesse momento, o lacre original cumprirá sua função e apresentará evidência de intervenção.

O processo deve prever o que acontece depois.

Algumas perguntas úteis são:

  • um novo lacre será aplicado?
  • ele terá uma nova numeração?
  • o código antigo será mantido no histórico?
  • quem pode realizar a substituição?
  • como o novo identificador será relacionado ao equipamento?

Planejar essa etapa evita que a rastreabilidade termine na primeira manutenção.

Use personalização com função operacional

Logotipo e identidade visual podem contribuir para reconhecer o lacre original, mas a personalização oferece mais valor quando também melhora o processo.

Um layout pode reservar áreas específicas para:

  • identificação da marca;
  • número sequencial;
  • mensagem de segurança;
  • código digital;
  • orientação curta de inspeção.

O resultado deve permanecer simples o suficiente para que a condição do lacre seja reconhecida rapidamente.

Dica Técnica: crie uma ficha técnica interna para cada modelo de etiqueta contendo dimensões, material, layout, posição de aplicação, superfície aprovada e regra de registro. Isso reduz variações quando novos lotes são comprados.

Etiquetas VOID como parte do controle do equipamento

As etiquetas VOID para eletrônicos podem acrescentar evidência de violação sem exigir que o fabricante transforme o equipamento em um sistema complexo de proteção.

O ganho está principalmente em tornar a intervenção perceptível.

Quando posicionadas nos pontos corretos, as etiquetas VOID ajudam a identificar tentativas de remoção ou abertura e podem complementar processos de assistência técnica, autenticação, segurança patrimonial e rastreabilidade.

Para controlar custos, o fabricante deve evitar a lógica de simplesmente aumentar a quantidade de lacres. É mais eficiente identificar os acessos relevantes, selecionar uma configuração compatível com a superfície e, quando possível, concentrar segurança e identificação em um mesmo elemento.

A personalização amplia essa possibilidade. Numeração sequencial, códigos internos, QR Codes, identidade visual e mensagens podem transformar o lacre em parte do sistema de identificação do produto.

O resultado depende também da aplicação. Material do gabinete, textura, temperatura, geometria e condições de uso interferem no desempenho adesivo. Por isso, testes no equipamento real são importantes antes da produção em escala.

Quando o sistema inclui numeração individual, o registro precisa começar ainda na produção e continuar nas intervenções autorizadas. Dessa maneira, o histórico do identificador acompanha o histórico do equipamento.

Para fabricantes que buscam equilibrar segurança, rastreabilidade e eficiência operacional, as etiquetas VOID podem ser especificadas conforme o produto, superfície, dimensão e nível de personalização necessário.

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Perguntas frequentes sobre etiquetas VOID para eletrônicos

O que acontece quando uma etiqueta VOID é removida?

Dependendo da configuração do material, a tentativa de remoção produz uma evidência visual. O padrão ou mensagem pode permanecer na superfície, aparecer no próprio material removido ou combinar esses efeitos. A finalidade é tornar perceptível que houve intervenção no ponto protegido.

Onde aplicar etiquetas VOID em equipamentos eletrônicos?

As etiquetas podem ser posicionadas em junções de gabinetes, tampas, compartimentos, módulos e outros pontos pelos quais seja possível acessar partes internas do equipamento. O local deve oferecer superfície adequada para adesão e permitir inspeção visual simples do lacre.

Etiquetas VOID podem ter número de série ou QR Code?

Sim. A personalização pode incluir numeração sequencial, códigos internos, QR Codes, códigos de barras, logotipo e outras informações. Esses recursos permitem combinar evidência de violação com identificação e rastreabilidade do equipamento.

A etiqueta VOID impede que um equipamento seja aberto?

Sua função principal não é necessariamente bloquear fisicamente a abertura, mas fornecer evidência visual de tentativa de remoção ou intervenção. Por isso, o posicionamento precisa considerar os pontos de acesso relevantes do equipamento.

Como escolher uma etiqueta VOID para eletrônicos?

A especificação deve considerar o material e acabamento do gabinete, temperatura, geometria, dimensão disponível, condições de utilização, efeito VOID desejado e necessidade de personalização. Testes na superfície real são recomendados antes da aplicação em escala.